quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 by Pamella Medeiros
Ele tentava esquecer uma mulher chamada Rita. Conforme o uísque diminuía na garrafa,
Rita misturava-se aos poucos com outra chamada Helena, ele repetia
como-amei-aquela-mulher-nunca-mais-nunca-mais
,
enquanto ela sentia algum ódio, mas não dizia nada, toda madura repetindo
isso-passa-questão-de-tempo-tudo-bem. Para espanto dele, ela falou o nome daquele homem de antes,
de outros também, Alexandre, Lauro, Marcos, Ricardo
– ah os Ricardos: nenhum presta
– e ele também sentiu certo ódio,
nada de grave, normal, tempos modernos, mero confronto de descornos.
Falaram então sobre as paixões, os enganos, as carências e todas essas coisas que acontecem
no coração da gente e tudo, e nada. Dançaram de novo. (…)
Ela deixou que a mão dele descesse até abaixo da cintura dela.
E numa batida mais forte da percussão, num rodopio, girando juntos, ela pediu:

- Deixa eu cuidar de você.
Ele disse:
- Deixo.

Caio F. Abreu

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4 comentários:

.:*Aline*:. disse...

Ai que lindo!
Amei!!!

Rick Forrestal disse...

Beautiful, Pamela. Love your blog.

I must admit . . .
Some days I visit your blog just to hear that amazing Michael Buble song.
Just perfect.

xo,
Rick

lari disse...

segui o meu blog
valeu
http://larissasara.blogspot.com/

Ingrid disse...

é... cuidar..
há tantas maneiras..
beijos querida Pamella

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